Curso técnico aumenta renda média do trabalhador em 18%, diz estudo do Senai

Incisa | 24 outubro, 2017

Ganho é ainda maior na região Nordeste, diz levantamento feito a partir de dados do IBGE. Comparação é feita com ensino médio; cursos técnicos duram cerca de 18 meses.

diploma de curso técnico eleva a renda média do trabalhador brasileiro em 18%, aponta pesquisa encomendada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e divulgada nesta sexta-feira (29). Segundo o estudo, o impacto positivo do ensino profissionalizante é ainda maior no Nordeste, onde o ganho médio chega a 21,7%.
Os percentuais são medidos em cima da remuneração média de quem tem apenas o ensino médio completo, e comparam perfis socioeconômicos semelhantes. Os dados brutos estão em um suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, divulgado em março pelo IBGE.
Segundo o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, o ensino técnico é “o caminho mais rápido” para que o jovem recém-saído do ensino médio chegue ao mercado de trabalho, e também pode ajudar trabalhadores que estão desempregados e buscam recolocação profissional.
“Um aumento de renda de quase 20% não é trivial. Trata-se de um diferencial relevante, e uma prova de que vale a pena investir nessa modalidade de formação profissional”, diz Lucchesi, em material divulgado pelo órgão.
Os cursos técnicos têm carga horária média de 1,2 mil horas, distribuídas ao longo de 18 meses de formação, em média. Para se matricular, é preciso estar cursando ou ter concluído o ensino médio. A intenção do curso é ensinar uma nova profissão ao estudante, que sai da sala com um diploma e pronto para ingressar em uma empresa.
Ganho na renda profissional com curso técnico

Região Percentual
Brasil (média): 17,7%
Nordeste: 21,7%
Norte e Centro-Oeste: 21,4%
Sul e Sudeste: 15,1%
Fonte: Senai

Perfil do estudante
Os cálculos foram feitos pelo professor do Departamento de Economia da PUC do Rio de Janeiro Gustavo Gonzaga, e também mediram o “perfil padrão” dos estudantes que chegam à educação técnica, atualmente.
Segundo o relatório, esse nível de ensino tem participação quase igual de homens (50,4%) e mulheres (49,6%). A maior parte dos alunos se identifica como branca (55,9%), vive na cidade (95,8%) e tem entre 25 e 44 anos (50,3%).
O estudo também traçou perfis individuais dos alunos que optam pelos cursos de graduação tecnológica – de onde o aluno sai com o título de “tecnólogo” –, e daqueles que fazem a qualificação profissional, de menor duração.

No grupo dos tecnólogos, 56,6% são homens, 64,9% são brancos e 38,4% têm idades entre 25 e 34 anos. Segundo o estudo divulgado pelo Senai, mais da metade (50,6%) tem renda familiar mensal per capita entre 1 e 3 salários mínimos – de R$ 937 a R$ 2.811. A graduação tecnológica é considerada ensino superior, assim como os cursos de bacharelado e licenciatura, e tem duração de 2 a 3 anos.
Entre os estudantes da qualificação profissional, 38,6% têm ensino médio completo – aqui, esse diploma não é um pré-requisito. Segundo o levantamento, 47,2% têm idades entre 25 e 44 anos, e um em cada três alunos tem renda entre R$ 937 e R$ 1.874.

Os cursos de qualificação podem ser feitos a partir dos 15 anos, e cada profissão tem sua própria exigência de escolaridade. Estudantes que chegaram até o 5º ano (antiga 4º série do ensino fundamental) podem se qualificar em pedreiro de alvenaria, eletricista instalador ou mecânico de automóveis leves, por exemplo. O curso dura cerca de três meses, com carga média de 220 horas.

Fonte: G1

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